sábado, 8 de agosto de 2015

A Academia Ludovicense de Letras comemorou seu Segundo Aniversário, em 08 de agosto de 2015

A ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS COMEMORA DOIS ANOS DE FUNDAÇÃO.




A Academia Ludovicense foi fundada em 10 de agosto de 2013, em Sessão Solene, no Palácio Cristo Rei/UFMA, tendo sido proposta por um grupo de escritores e acadêmicos que a idealizaram, na mesma época do Projeto Antologia MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS, que foi coordenada pelos escritores: Dilercy Adler e Leopoldo Dulcio Gil Vaz.


Na comemoração dos dois anos da ALL, na data de 08 de agosto de 2015, foi programada Sessão Solene em homenagem ao Professor e Historiador Mário Martins Meireles, Patrono da Cadeira Nº 31 da ALL, uma vez que o Ano de 2015 foi escolhido pela Academia Ludovicense de Letras como ANO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE MÁRIO MARTINS MEIRELES (1915-2015).

Nós, da REVISTA LUDOVICENSE - SÃO LUÍS 4 SÉCULOS desejamos a esta importante Arcádia, votos de exitosas realizações para que siga na construção do seu presente.

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Brasil, 08 de agosto de 2015

Revista Ludovicense - 4 Séculos
Editora: Ana Feix Garjan
anafelixgarjan@gmail.com
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Hoje, a Academia Ludovicense de Letras comemora 2 Anos de fundação

A Academia Ludovicense de Letras comemora seu segundo aniversário, NO dia 08 de agosto de 2015


A Diretoria da Universidade Planetária do Futuro - Ano V tem s satisfação de publicar e divulgar
o convite comemorativo da Academia Ludovicense de Letras - ALL, para as solenidades do segundo aniversário de sua fundação e homenagem ao Centenário do Patrono da cadeira nº 31,
o Professor e Historiador Mário Martins Meireles.

As Sessões Solenes serão realizadas no dia 08 de agosto de 2015, em São Luís - Maranhão.

Convite da ALL:


A ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS
   
Tem a elevada honra de convidar V. Exa. para participar da Sessão Solene de comemoração do segundo aniversário de sua fundação.

O programa inclui a homenagem ao Professor e Historiador Mário Martins Meireles, Patrono da Cadeira Nº 31 da Academia, em razão da celebração do centenário de seu nascimento (1915-2015).
Na oportunidade será oferecido coquetel aos participantes.

Data: 08 de agosto de 2015
Horário: 08h30min
Local: Auditório dos Colegiados Superiores da UFMA

Palácio Cristo Rei, Praça Gonçalves

São Luís - Maranhão
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Programa do Segundo Aniversário da  Academia Ludovicense De Letras - ALL:
O programa inclui a homenagem ao Professor e Historiador Mário Martins Meireles, Patrono da Cadeira Nº 31 da Academia, em razão da celebração do centenário de seu nascimento (1915-2015).
Data: 08 de agosto de 2015
Horário: 08h30min
Local: Auditório dos Colegiados Superiores da UFMA
Palácio Cristo Rei, Praça Gonçalves Dias (Largo dos Amores), nº 351.
Traje: Passeio Completo com uso do colar para os membros da ALL.
Convidados: Esporte.
HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DO PATRONO MÁRIO MEIRELES
PROGRAMAÇÃO
LOCAL: Auditório do Colegiado Superior da UFMA, PALÁCIO CRISTO REI
DIA 08 de agosto de 2015 (sábado)
8h30 Abertura /Apresentação da Banda do 24º -Batalhão de Infantaria Leve – BIL

Abertura da Exposição “Memórias Compartilhadas: 100 anos de
Mário Meireles"- Organização de Clores Holanda Silva (ALL)
9h00 Composição da Mesa – Hino Nacional.
Recital de Poesias de Mário Meireles, com a participação de alunos do Centro de Ensino
Prof. Mário Martins Meireles e acadêmicos da ALL
10h00 Painel sobre Mário Meireles – Palestrantes (20 minutos para cada um):
- Acadêmico Carlos Thadeu Pinheiro Gaspar (AML), que falará sobre o homenageado
como historiador e acadêmico;
- Profa. Mestra Maria Esterlina Mello Pereira (UFMA/IHGM), que falará sobre o homenageado como professor;
- Acadêmica Profa. Dra. Ana Luiza Almeida Ferro (IHGM/ALL), ocupante da Cadeira nº 31 da ALL, patroneada por Mário Meireles, que falará a respeito de aspectos gerais sobre a vida e a obra do historiador e poeta.
11h00 Show com o Grupo de Joana Bitencourt.
12h00 Encerramento – Lançamento coletivo de produções dos membros da ALL;
Dentre os autores: Ana Luiza Almeida Ferro; Dilercy Aragão Adler; João Francisco Batalha
e Álvaro Urubatan de Melo; Clores Holanda Silva e Antônio Noberto Silva; Aldy Mello de Araújo; Leopoldo Gil Dulcio Vaz; Vanda Lúcia da Costa Salles; Sanatiel de Jesus Pereira e Michel Herbert Alves Florêncio.
Ao longo da programação, serão exibidos continuamente 83 slides sobre a vida e a obra de Mário Meireles, apresentando retratos de diferentes momentos de sua vida, as capas das primeiras edições de seus mais de 30 livros, algumas de suas poesias e imagens do Centro
de Ensino Prof. Mário Marins Meireles, escola da rede estadual da Capital. 
Encontra-se no prelo, e será lançado na Feira do Livro de São Luís, pela Editora Juruá, de Curitiba, um livro da Acadêmica Ana Luiza Almeida Ferro em homenagem ao centenário
de nascimento de Mário Meireles, o qual conta com o apoio da ALL.

Link da ALL:
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* Divulgação na Revista Cultural Ludovicense - São Luís 400/2012:
* Publicação/Divulgação:
Universidade Planetária do Futuro - Ano V

Brasil, 05 de agosto de 2015
Diretora de Edição: Ana Maria Felix Garjan
Grupo ARTFORUM Brasil XXI - 15 Anos
www.cidadeartesdomundo.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Projeto Filme 1612, baseado no livro de Ana Luiza Almeida Ferro sobre a Fundação de São Luís pelos Franceses

Projeto idealizado e divulgado pela escritora Ana Felix Garjan, com a autorização da autora da obra, Ana Luiza Almeida Ferro.


Brasil, 02 de abril de 2015
Cia. Filme 1612 / Azulejos de São Luís
& Anima Ludovicense


Link do blog do Projeto:
http://cia-azulejosculturaisdesaoluis.blogspot.com.br/2015/03/projeto-filme-1612-baseado-no-livro-de.html

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Idealizadora e Coordenadora da Proposta:
Ana Maria Felix Garjan

anafelixgarjan@gmail.com

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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Homenagem a São Luís 402, por Ana Felix Garjan e Convidados




A DAMA QUATROCENTONA

Ana Luiza Almeida Ferro


Bafejada pelo vento mântico
ora sibilante
ora silente
no milenar balouço do Atlântico
por vezes bravio
por vezes suave
repousa uma dama na rede
a receber os navios
a despachar as marés
sempre a enroscar-se de sede
na Fonte do Bispo
na Fonte do Ribeirão
uma serpente em busca da cauda
sempre mítica
casualmente real
em cada pequena lauda
com água por todos os lados
a abordar a praia grande
a encher a lagoa encantada
no porto de todos os fados.

Da carruagem de Ana Jansen a dama
que os franceses embalaram
e fizeram sua
que os lusos conquistaram
e cobriram de azulejos
que os holandeses violaram
e deixaram nua
que os brasileiros cortejaram
e acolheram sem pejos
contempla o lento tecer das parcas
o tempo a deixar suas marcas
no chão que tantos pisaram
que tantos heróis cultivaram
com sonho, suor e sangue
no forte ou no mangue.

Do belo mirante a dama
com jeito de bacuri
da cor da juçara
com gosto de sapoti
de sotaque de zabumba
com cheiro de pequi
seduz os leões do poder
ouve os tambores e pede as mercês
acompanha a marcha da insensatez
pelas ruas e becos do Reviver.

Do alto das palmeiras a dama
da cocada, do cuxá
do boi, do cacuriá
de muitos sortilégios
e alguns privilégios
de fiéis ou venais pretendentes
de faustos ou ruços presentes
Atenas bem brasileira
ilustrada, festeira
filha de Japi-açu
dona do babaçu
avista a baía do santo
desce para o Largo dos Amores
do sabiá procura o canto
na igreja se veste de flores
lamenta os agravos com espanto.

E assim a grande dama
bem matrona
se senta à beira-mar
no conforto de sua fama
abre o leque e se abana
e deixa a História navegar.

E assim a grande dama
quatrocentona
se senta nas pedras de cantaria
onde o passado esconde a chama
solta os cabelos ao afago da brisa
e deixa a realidade virar fantasia.

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Casarios antigos de São Luís, semelhantes aos casarios portugueses.
Vista do Palácio dos Leões, à Av. Pedro II, setembro de 2014.

Mísula do balcão do Palácio Cristo Rei / Universidade Federal do Maranhão

Homenagem a São Luís, 8 de setembro de 2014, 402.


São Luís da humanidade

                                                                                     Por Ana Felix Garjan


Habitantes das cidades:
Vejam os ritos desta terra,
ouçam a voz dos pandeirões,
os sons e ritmos das matracas,
sintam o vibrar das calçadas,
dancem  os ritos enfeitados de fitas,
e toquem nas cores de São Luís!

Habitantes de outras terras:
Escutem os sons mágicos desta cidade,
façam reverência pras caixeiras do Divino,
rezem para o espírito das águas,
dancem com os brincantes de bumba – bois
e das festas encantadas de sons africanos!

Habitantes de todas as terras do mundo:
Venham mirar os mirantes azuis existentes,
Corajosos e testemunhas do tempo de São Luís,
Que teimosos observam os caminhantes das ruas
E pedem socorro aos filhos da cidade!

Habitantes de São Luís:
Esta cidade patrimônio da humanidade
é mistério, ilha encantada,
pedaço de terra solto no mar do leste,
é farol que ilumina e une sonhos
do lado latino e da Europa ocidental.

São Luís, berço sagrado:
Tua cidade será palco iluminado de justiça e paz
na primavera dos teus 402 tempos, dias e noites,
segue teu tempo, sonho, transporta espaços,
tu és poesia, rito e paixão para quem te ama,

Escuta São Luís, meu amor:
acordei no dia da noite encantada,
fui à casa dos sonhos, acendi faróis nas tuas águas,
escrevi pauta de sinfonia, fotografei tua alma, energia,
toquei uma canção, cantei uma poesia, pintei teu coração.










Nas fotos acima:
Palácio dos Leões e o Palácio da Justiça Clóvis Beviláqua, à Av. Pedro II, 
Centro de São Luís - Maranhão.


Homenagem ao escritor, romancista e ex-Reitor da UFMA,
Josué Montello. ( foto por Ana Felix Garjan)



São Luís, 08 de setembro de 2014 - 402 anos de fundação


Revista Ludovicense - São Luís 4 Séculos

Grupo ARTFORUM Internacional - São Luís e Associados
Direção de Edição: Ana Felix Garjan.
(Socióloga, escritora, poeta, artista plástica e fotógrafa maranhense)

domingo, 7 de setembro de 2014

Amanhã, dia 08 de setembro: São Luís 402, por seus poetas e artistas


"Nada há aí de comparável à beleza e às delícias desta terra, bem como a fecundidade e abundância em tudo o que homem possa imaginar". (Claude d'Abbeville).

A Fundação de São Luís, oficialmente, data de 1612, época em que navegadores franceses ocuparam a região e construíram o Forte de São Luís, em homenagem ao Rei-menino Luís XIII. A partir desse feito há 4 séculos, a ilha foi batizada de São Luís.

Amanhã, dia 08 de setembro de 2014, São Luís será homenageada por seus 402 anos de fundação.

Em dezembro de 1997, o centro histórico de São Luís foi tombado, pela UNESCO, como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Exposição "Luzes e Nuances de São Luís 402"
(virtual)
Por Ana Maria Felix Garjan e Convidados






Nas fotos acima, lampiões coloniais, em frente ao Palácio De La Ravardière
 e ao Palácio dos Leões, (antigo Forte de São Luis),
à Avenida Pedro II, centro da cidade ludovicense.






Placa em homenagem a um dos fundadores de São Luís,
na estátua do navegador francês Daniel De La Touche,
Senhor De La Ravardière.




Estátua de Daniel De La Touche, em frente ao
Palácio De La Ravardière,

 à Av. Pedro II - Centro de São Luís, 402.


  Revista Ludovicense - São Luís 402 anos 

Coordenadora de Edição: Ana Felix Garjan
Direção de Edição:
Ana Maria Félix Garjan
anafelixgarjan.artes2010@gmail.com

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Luís de Camões, além de sua poesia erudita portuguesa



Luís de Camões, além de sua poesia erudita

Brasil, 10 de junho de 2014
Por Ana Felix Garjan



O mundo literário português, tanto em Portugal, como nos países de língua portuguesa, falada em diversos países, assim como poetas, escritores, poetas, professores, jornalistas, pesquisadores e artistas brasileiros, celebraram o "Dia de Camões" e o "Dia de Portugal", na data de 10 de junho, que marca os 434 anos do falecimento do maior poeta erudito do ocidente: Luís Vaz de Camões!

Os Grupos ARTFORUM Brasil XXI, a Universidade Planetária do Futuro e a Revista Ludovicense - São Luís 4 Séculos, prestaram homenagem à memória histórica do poeta que Luís de Camões, que escreveu em poemas épicos e líricos as conquistas marítimas
 de Portugal na famosa obra "Os Lusíadas", e cantou muitos Poemas de Amor, para a humanidade. 


O poeta maior de Portugal nasceu em Coimbra, por volta de 1524, aproximadamente. Na vida de Camões aconteceram muitas aventuras e adversidades. Ele estudou na Universidade de Coimbra, frequentou a corte de D. João III, e ainda teve uma disputa com os mouros, e nessa ocasião perdeu o olho direito, em 1547, conforme publicações


Sua obra, Os Lusíadas, foi inspirada na obra "Eneida de Virgílio", que trata-se de uma epopeia nacional para celebrar a origem e o crescimento do Império Romano. Assim, Camões narrou fatos históricos 
de Portugal. No poema, Camões mescla fatos históricos e intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar os navegadores, assim como se inspirou em canções populares, para escrever poesia que lembravam cantigas medievais que contavam dramas humanos e amorosos. Sua sensibilidade revela uma obra lírica, composta de sonetos que são considerados de 'perfeição geométrica'. E seus poemas  sobre o amor revelam música para os ouvidos...

Em 1553 ele participou de expedições militares na Índia, depois em Macau, e veio a naufragar em costas do Camboja. 
Contam os historiadores e estudiosos da sua obra, que ele se salvou, nadando apenas com um braço e erguendo o outro acima das ondas, para salvar o manuscrito de "Os Lusíadas", publicado em 1572, que é composto de dez cantos em 1102 estrofes de oito versos. A obra de é apresentada em proposição, invocação, dedicatória e narração. O grande poema é constituído de elementos épicos e líricos, e sintetiza marcas do 'humanismo' e das grandes 'expedições ultramarinas'.









Imagem de Caravelas Portuguesas


Poemas de Luís de Camões:



"Amor é um Fogo que Arde sem se Ver
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
*

"Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.

Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.

Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.

Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte".

*

Vencido está de amor Meu pensamento
O mais que pode ser Vencida a vida,
Sujeita a vos servir e Instituída,
Oferecendo tudo A vosso intento.

Contente deste bem, Louva o momento
Outra vez renovar Tão bem perdida;
A causa que me guia A tal ferida,
Ou hora em que se viu Seu perdimento.

Mil vezes desejando Está segura
Com essa pretensão Nesta empresa,
Tão estranha, tão doce, Honrosa e alta

Voltando só por vós Outra ventura,
Jurando não seguir Rara firmeza,
Sem ser no vosso amor Achado em falta.

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Alguns dados importantes:

"Os Lusíadas" foi publicada em 1572 e é considerada a epopeia do povo português. A obra é composta de 10 cantos, repartidos em 1.102 estrofes em oitava-rima (oito versos por estrofe e rima em ABABABCC) e decassílabos heroicosA epopeia camoniana é dividida em três partes: Introdução (proposição, invocação e dedicatória); Narração e Epílogo, tendo como assunto a viagem de Vasco da Gama às Índias.
A narração tem início quando as caravelas de Vasco da Gama já estão navegando pelo Oceano Índico, portanto, em plena viagem. Os navegantes são supervisionados pelos deuses do Olimpo, que decidem o destino dos navegantes após a realização de um concílio.
Os portugueses encontram em Vênus uma preciosa aliada e em Baco o mais ferrenho inimigo. Na costa oriental da África, os portugueses aportam em Moçambique e depois em Melinde, cujo rei pede a Vasco da Gama que conte a história do país, motivo dos cantos três e quatro. Dois episódios serão destacados dentro da história de Portugal.
O primeiro é protagonizado por Inês de Castro, jovem que acompanha D. Constança de Castela, princesa prometida a D. Pedro, filho de Afonso 4º de Portugal. Jovem de rara beleza, Inês atrai a atenção do príncipe herdeiro, que, após a morte da esposa, casa-se secretamente com ela. Afonso 4º, ouvindo conselhos daqueles que viam nela mais uma aventureira a serviço da Espanha, manda matá-la.
O inconformado D. Pedro, ao assumir o trono português, fez de sua amada a rainha de seu povo, desenterrando-a e coroando-a. Camões obtém um efeito extraordinário ao inserir na epopeia este episódio essencialmente lírico.
No canto seguinte (IV), Gama prossegue, narrando a história de Portugal desde a dinastia de Avis (D. João I) até a partida da armada para a Índia. Nas últimas estâncias do canto está inserido o episódio de "O Velho do Restelo".
Portugal vive uma fase de euforia quando do início das grandes navegações. Em meio à preparação da partida das naus rumo às grandes conquistas surge O Velho do Restelo, representando a oposição entre passado e presente, antigo e novo.
O Velho chama de vaidosos aqueles que, por cobiça ou ânsia de glória, por audácia ou coragem, se lançam às aventuras ultramarinas. O Velho do Restelo simboliza a preocupação daqueles que anteveem um futuro sombrio para a Pátria".
Síntese sobre Luís de Camões:


O maior dos poetas portugueses, nasceu em Coimbra por volta de 1524. Em sua vida, sucederam-se aventuras e adversidades. Estudou em Coimbra, freqüentou a corte de d. João III, em 1547, partiu para Ceuta, e numa disputa com os mouros perdeu o olho direito. De volta a Portugal, envolveu-se em duelos e outras rixas, o que lhe custou um ano de prisão. Em 1553, participou de expedições militares na Índia, depois em Macau e quando se dirigia a Goa, naufragou nas costas do Camboja. Conta-se que se salvou, nadando apenas com um braço e erguendo o outro acima das ondas para salvar o manuscrito de Os Lusíadas, publicado em 1572. O poema épico tem como tema central o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. São ao todo dez cantos, em 1102 estrofes de oito versos, de esquema rimático ABABABCC. Sua estrutura subdivide-se em proposição, invocação, dedicatória e narração, segundo as normas do Classicismo imperante.

Ele escreveu: 
Amar, 'é querer estar preso por vontade'.




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Brasil, 18 de junho, de 2014
Revista Ludovicense - São Luís 401-402https://www.facebook.com/LouvacaoASaoLuis4SeculosDeHistoria